quarta-feira, 29 de maio de 2013

                                    

O amor
É uma planta bela
Que quando em vida
E esplendor,
Dá de seus ramos
As mais lindas, saborosas,
E cheirosas frutas,
E em seu topo,
A mais deslumbrante
E majestosa flor.

Mas o amor,
Ao mesmo tempo
É planta forte,
Resistente e indomável
Como o cacto,
E frágil e passível a morte
Como as orquídeas
E as outras plantas
Que não resistem
Ao excesso de umidade
Ou de calor
E pode
Se tornar ressaibo.

Assim,
O amor é uma planta
Que tem de ser
A todo instante cuidada.

Deve receber atenção
E ter terra
Sempre em bom estado,
E ao mesmo tempo
Deve ser
Com água cristalina
Sempre regada.

E se tais cuidados
Não forem tomados,
Logo os frutos caem podres
E a flor que era a mais bela
Em esplendor,
Cai no chão ressecada.

E seus galhos,
Que antes eram fortes,
Verdes, altivos, garbosos,
Com ar nobre e fidalgo,
Ficam totalmente
Feios e sem vida
E totalmente murchos.
Totalmente estiolados.

E da planta não brota
E não nasce mais beleza,
Mas sim,
Só agrura e aspereza.
E tudo que era bom
Enquanto era bem tratado,
Ao se deixar largado
Torna-se a mais louca
E dolorosa
Amargura e frieza,
Devido à falta de cuidados.

Assim,
A árvore do amor
Deve ser sempre tratada,
Caso contrário,
Ela se torna murcha, seca,
E morre de fraqueza.

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